O caminho faz-se caminhando

Os últimos dois meses marcaram o início da construção da minha nova vida. Uma vida que quero mais alinhada com a minha essência, com a qual me reconectei durante a minha viagem a solo no ano passado.

Comecei por definir um plano muito claro de tudo aquilo que queria criar este ano. Um ano de construção. Confesso que era um plano ambicioso, mas ao mesmo tempo muito motivador. Eu sempre gostei de desafios, por isso tudo o que me obriga a dar mais de mim deixa-me nas nuvens.

Nesse plano, ao qual me dediquei com carinho, constava a criação do meu próprio negócio e tantos outros projetos e formações a que me queria dedicar. Comecei o ano com garra e dedicação, escolhi a disciplina para a minha palavra de 2019 e sentia que tinha tudo a meu favor para alcançar com sucesso os meus objetivos.

Agora que penso seriamente nisto dá-me vontade de rir. Porque eu estou farta de saber que eu não sigo planos à risca. Adoro fazê-los, é um facto. Gosto de olhar para eles e sentir borboletas na barriga pelo que me espera. Mas depois, na verdade, nunca os cumpro. Mas o que me faz não cumpri-los não é nada de mau, bem pelo contrário. É algo fantástico. Eu sou uma pessoa com o cérebro a mil e brotam ideias a toda hora daqui. E quero sempre fazer tudo e mais alguma coisa, só que tal como toda a gente o meu dia dia só tem 24h. Não dá para fazer tudo ao mesmo tempo.

A vida é feita de escolhas e por isso também tenho de escolher entre as minhas ideias. E, hoje, também sei perfeitamente que não me posso tentar agarrar a todas. Já me conheço demasiado bem para saber que o caminho certo não é apenas abrir gavetas. É abrir gavetas que vou fechar.

Uma vez um chefe meu disse-me que nós até podíamos trabalhar muito e criar imensos projetos, mas se eles nunca chegavam a ser implementados então não éramos produtivos. É verdade. De nada nos serve fazer projetos que ficam na gaveta. Se esses projetos nunca chegam a ver a luz do dia é como se nunca tivessem sido criados.

Por isso aprendi a reorientar os meus esforços para aquilo que quero e tenho condições de conseguir levar avante.

Pois bem, estando eu a criar o meu próprio negócio e com excesso de ideias maravilhosas, no meu entender, rapidamente o plano inicial muda. Coisas que pensei fazer de uma maneira passam a ser feitas de outra, coisas novas surgem, outras deixam de fazer sentido e as datas previstas vão sendo alteradas ao sabor da maré. O que num dia é prioridade no dia seguinte já não e é assim que tem sido a minha vida dos últimos dois meses. Confesso-vos que tem sido uma emoção. Mas eu adoro. Porque é nestas mudanças todas que está a beleza da coisa.

O caminho faz-se caminhando.

Quando começamos a agir e a meter as mãos na massa, as coisas vão começando a ganhar forma e logo percebemos os ajustes que temos que fazer, se afinal faz mais sentido ir para a esquerda ou para a direita, se devemos continuar com uma ideia ou afinal mudar tudo. Podemos até começar com algo muito simples, mas depois ideia puxa ideia e fica algo bem mais complexo e interessante. A criação é um mundo. E é um mundo que eu adoro profundamente. Criar coisas novas é mesmo das coisas que me dá mais prazer na vida.

E ultimamente tenho pensado muito nisto de estarmos em movimento. E de começarmos. Aquele primeiro passo pequenino é na realidade um monstro. É um monstro de tão poderoso que é. Porque assim que entramos em movimento a energia começa a fluir, tudo começa a circular à nossa volta e começamos a perceber que surgem oportunidades e que o caminho à nossa frente começa cada vez mais a iluminar-se. Iniciamos a nossa caminhada no escuro, cheios de medo, mas logo tudo ganha mais luz e quando damos por nós já seguimos confiantes com certeza do caminho.

Pessoas paradas não deixam pegadas.

Há uns tempos, uma amiga falou-me desta frase. Adorei e fez-me mesmo muito sentido. Não só é um facto literal, como diz tanto sobre a forma como vivemos e sobre o contributo que queremos dar ao mundo.

Durante uma boa parte da minha vida vivi sentada no sofá insatisfeita com a vida que tinha. Desejava profundamente a mudança, mas continuava ali sentada. Só no momento em que finalmente decidi saltar do sofá e começar a minha caminhada é que a vida começou a fazer sentido para mim. Eu queixava-me de falta de paixão na minha vida e não fazia a mínima ideia de como a recuperar. Hoje olho para trás e penso que gostava de ter tido alguém que me tivesse dito que o mais importante era começar a mexer-me. Acabei por percebê-lo sozinha, mas um empurrão na hora certa às vezes é mesmo uma grande ajuda.

Por isso, se estás neste momento a precisar de um empurrão. Aqui está ele. Começa a agir já hoje. Pode ser o primeiro passo mais pequenino de sempre, mas segue. Vai em frente. Começa a desbravar o caminho.

Vais perceber que se seguires firme, o caminho vai-se iluminando.

Boa caminhada 😊

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