Escolhas, decisões e a minha palavra para 2019

Há 11 meses atrás, já voava com destino a Bangkok e dava início à maior aventura da minha vida.
Há 1 mês atrás, tinha acabado de chegar a Portugal e vinha cheia de tudo.
Neste útimo mês dei-me oportunidade de interiorizar tudo e decidir o que queria fazer com a expansão que os 10 meses anteriores me tinham proporcionado. Expansão de consciência, expansão de conhecimento sobre o mundo, expansão de conhecimento sobre mim mesma.

Os primeiros 5 meses da minha viagem foram de uma intensidade impressionante e criaram dentro de mim uma revolução. Foi por isso que ao 6º mês decidi parar a dar-me oportunidade de olhar com olhos de ver para tudo aquilo que ia dentro de mim. Essa reflexão virou uma transformação e ao 7º mês de viagem deu lugar em mim uma pessoa diferente, ou melhor, deu lugar em mim o meu verdadeiro eu. Deixei a minha essência manifestar-se e meti mãos à obra para alinhar a minha vida com ela. Percebi que estava na hora de colocar em prática a minha missão: Inspirar e ajudar pessoas a evoluírem.

Foi assim que, em agosto, tomei duas decisões importantes que me trouxeram até aqui. Lançar o meu projeto inspiracional “Saltei do Sofá” e tirar uma certificação internacional em coaching. Esta última decisão levou-me até ao Brasil em novembro e, por questões financeiras, trouxe-me de volta a Portugal no final do mesmo mês, 3 meses antes do previamente planeado.

Mas eu sou daquelas pessoas que acreditam que nada na vida acontece por acaso e gosto sempre de retirar uma aprendizagem de tudo aquilo que me acontece e de tudo aquilo que faço. Ou não fosse eu uma pessoa apaixonada pela evolução. E foi assim que regressei a Portugal com muita pena de ainda não ter visitado o Nepal, mas completamente certa que o momento ainda não era agora. Agora é o momento de construir uma nova vida para mim, completamente alinhada com quem verdadeiramente sou.

Foi assim que neste último mês me vi enfrentar sérias decisões para o rumo da minha vida. Regressar significou começar uma vida do zero. Antes de partir desapeguei-me de tudo, despedi-me, entreguei a casa, vendi os móveis e vendi o carro. Troquei tudo o que tinha construído nos últimos 12 anos por uma mochila. Por isso, voltar não significou retomar uma vida, retomar um caminho, mas sim chegar a um novo ponto de partida. Um novo ponto de partida com vários caminhos possíveis e que só dependia de mim escolher qual percorrer. Pode ser bom podermos escolher exatamente o caminho que queremos, mas uma coisa vos garanto, não tem nada de fácil. Na vida não podemos ter tudo, quando escolhemos algo isso implica abdicar de outras coisas. Não há caminhos perfeitos e arrisco-me a dizer que também não há certos nem errados.

Apanhei-me no meio de uma batalha entre os meus próprios valores. A vida é tão irónica que conseguiu obrigar-me a escolher entre os meus dois valores mais importantes. Perdeu a Liberdade. Mas acabo de me aperceber que em 2018 este meu valor foi tão saciado que agora bem se pode aguentar por uns tempos. Sei que não vai ser fácil, mas ter consciência disso é o suficiente para aceitar e conseguir adaptar-me o melhor possível.

Tomei uma decisão com o coração e alinhada com a minha essência. E confesso que deixei-me inspirar pelo meu próprio projeto. Percebi que a vida a construir para mim era voltar a saltar do sofá e dedicar-me a 100% a criar o meu próprio negócio.

O meu 2019 vai ser por isso um ano de construção. Construir o meu próprio negócio e construir a minha nova vida a todos os níveis, um pequeno passo de cada vez. E foi assim que quando pensei na palavra que iria guiar o meu ano de 2019, a palavra Construir surgiu rapidamente. No entanto, já aprendi que comigo o que funciona melhor é pensar diferente e, por isso, fui mais além e elegi para palavra 2019 aquilo que mais preciso desenvolver para construir todos os meus planos. DISCIPLINA!

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