Olá,

EU SOU A NEUZA

Obrigada por estares aqui e quereres saber mais sobre mim.

Abaixo falo um pouco sobre o que me move e conto-te o meu percurso até aqui.

Espero que de alguma forma te inspire 🙂

quem sou eu


Acredito que na vida não há impossíveis. Quando sentimos dentro de nós que temos de fazer algo é porque temos.

Gosto de tomar decisões com o coração, mas sempre com os pés firmes na terra. É esse o equilíbrio que me move.

Descobri que sou uma apaixonada pela natureza e cada vez mais procuro harmonizar-me com ela. Sou um ser livre e focado na constante evolução da minha mente, da minha alma, do meu corpo e do meu impacto no mundo.

Gosto de viver intensamente. Em tudo o que faço dou o melhor de mim e quando estou, estou inteira.

Sei hoje que o que me faz vibrar o coração é impactar a vida dos outros. E acredito que se todas as pessoas viverem de acordo com a sua essência e fizerem aquilo que as faz felizes, o mundo será um sítio melhor.

Por isso, a minha missão é inspirar e ajudar pessoas a evoluírem e o meu objetivo com este projeto é motivar-te a saíres da tua zona de conforto e descobrires a magia da vida.

 

 

a minha história


Sou a Neuza, tenho 31 anos, nasci e cresci no litoral alentejano, mas vivi os últimos 12 anos em Lisboa, a minha cidade do coração. Desde janeiro 2018 que ando a viajar sozinha pelo mundo e está a ser uma experiência transformadora.

Como cheguei até aqui?

Bem, vou tentar contar-te um pouco do meu percurso para que percebas o que me trouxe até esta viagem mágica.

Sempre fui uma pessoa com muitos interesses, que tanto adorava matemática, como educação física ou escrever. Se isto parece uma coisas boa (e é) tem o reverso da medalha, como escolher um curso e como escolher uma profissão perante este cenário? Pois, aos 18 anos tive a minha primeira crise existencial quando percebi que talvez tirar gestão não era bem aquilo que eu queria, talvez não fosse feliz a fazer um trabalho rotineiro (e não sou). Perante este pensamento, o meu lado criativo e a minha vontade de fazer coisas diferentes começaram a borbulhar, e escolher um curso bastante polivalente surgiu como a melhor opção. Foi assim que em 2005 fui parar à ESCS (a melhor escola de sempre) para tirar a licenciatura em audiovisual e multimédia.

Durante os três anos do meu curso fui incrivelmente feliz, além de aprender imensas coisas diferentes, ainda me integrei em diversas atividades extra-curriculares onde tive experiências incríveis. Mas, em 2008, o problema retorna. Ok, aprendi a fazer imensa coisa, gosto de imensa coisa, mas que profissão vou eu seguir? Não havia uma profissão onde eu conseguisse fazer um bocadinho de cada coisa que aprendi. Tinha de escolher uma só. Mas a vida ajudou-me a decidir quando me deu a oportunidade de começar a estagiar no Gabinete de Comunicação da própria ESCS e desenvolver maioritariamente trabalhos como designer, quer gráfico quer multimédia. E foi assim que começou a minha carreira como designer.

Após este estágio, ingressei numa agência de design. Foi uma escola para mim, mas cedo percebi que o design não era realmente a minha vocação e que não me preenchia. Em 2011, despedi-me e decidi parar para perceber realmente qual o caminho que queria seguir. Comecei uma longa busca dentro de mim mesma, retrocedi até à minha infância, procurei nos mais ínfimos detalhes do meu ser aquilo que me fazia vibrar, aquilo que eu era feliz a fazer sem ser paga para isso. E, lembro-me perfeitamente, estava a voltar do Algarve a passar por Aljezur e tive um momento Eureka. Produção de eventos! Era isto que me apaixonava, era isto que queria fazer na minha vida.

Para seguir este sonho, fui tirar um curso de produção e marketing de eventos. Amei o curso. Através do curso tive oportunidade de trabalhar num festival de cinema e foi, sem dúvida, a melhor experiência profissional da minha vida. Tive a certeza que era mesmo boa a fazer aquilo e incrivelmente feliz. No entanto, após o festival, surgiu uma oportunidade para voltar a trabalhar como designer.

Na altura sabia que não queria voltar a ser designer, mas estava há quase um ano sem rendimentos e as minhas poupanças no limite. Decidi então aceitar este trabalho, tendo em mente que iria cumprir o contrato de 6 meses, acabar o curso de eventos até lá e depois arranjar trabalho na área de eventos. Só que no final do curso, logicamente só apareciam oportunidades de estágio e a maior parte sem pagar nada. E eu até tinha gostado da empresa onde estava a trabalhar, gostava das pessoas, sentia potencial de crescimento ali dentro, até estava a gostar de fazer design do lado cliente e tinha ordenado certo ao final do mês. Perante este cenário, abdiquei de trabalhar em eventos. Simplesmente, naquele momento não conseguia voltar a começar uma carreira do zero.

Nesse ano, atravessei também a pior experiência da minha vida até hoje, a morte do meu avô, e isso deixou-me completamente devastada. Mas no ano seguinte, quando me comecei a reconstruir, rapidamente percebi que o meu trabalho não me preenchia e que precisava mudar. Mas como mudar? Não queria voltar à estaca zero, mas só tinha experiência como designer. Como iria conseguir eu mudar de área sem regredir profissionalmente?

No meio de toda esta ânsia de encontrar o caminho certo para mim, decidi que o caminho era tirar um mestrado e foi assim que em 2013 voltei à ESCS para me tornar mestre em publicidade e marketing. Amei o mestrado e apaixonei-me pelo marketing. Os meus horizontes abriram-se e eu percebi que havia ainda mais coisas que eu gostava de fazer. E foi esta decisão que ajudou a abrir uma oportunidade de mudança dentro da minha própria empresa. Em 2014, passei de designer a gestora de produto. Foi uma lufada de ar fresco, adorei a experiência e aprendi e cresci imenso, mas sentia que ainda não era a função certa para mim.

Paralelamente, já dos tempos de designer, o interesse pelo digital começou a crescer em mim e chegou um momento que não dava mais para me enganar, o que eu gostava mesmo era de marketing digital. Felizmente, tive oportunidade de mais uma vez mudar de função dentro da minha empresa e abraçar a função de marketing digital que me assentou que nem uma luva. E a complementar tinha uma chefe fantástica e que eu admirava imenso. Tudo parecia estar a encaixar-se no sítio certo, mas…. Mas mesmo assim eu não me sentia realizada, algo faltava.

A insatisfação com o meu trabalho cada vez crescia mais, comecei a olhar o mercado e a pensar mudar de empresa, mas sempre que o fazia sentia que era tudo mais do mesmo e ganhei uma profunda aversão ao meio corporativo. Sempre que lia uma oferta de trabalho na minha área ficava revoltada com o mundo. Percebi que estava a ter uma crise de valores. Não conseguia continuar a trabalhar apenas com o objetivo de um acionista ficar mais rico. Não era esse o impacto que eu queria ter no mundo.

Corria o ano 2016, tudo dentro de mim estava revirado, nada fazia sentido, eu não sabia para onde me virar e no final do ano terminei o meu namoro e bati no fundo. Bati no fundo de forma a não ter outra hipótese senão levantar-me e obrigar-me a renascer. Agarrei-me à primeira luz ao fundo do túnel que encontrei e comecei um processo de coaching. Este processo obrigou-me a olhar para dentro de mim com olhos de ver, obrigou-me a questionar-me e a questionar tudo, abriu-me a mente e deu espaço para o coração falar.

Paralelamente, surgiu na minha vida a numerologia. A numerologia ajudou-me a ligar os pontos e a perceber o que estava a acontecer na minha vida. Para uma pessoa como eu que sempre teve de entender as razões de tudo, ter esta noção ajudou-me a aceitar e a seguir em frente.

Ganhei uma consciência de mim mesma enorme e comecei a pensar diferente sobre tudo aquilo que estava enraizado na minha mente. Questionei muito, questionei tudo. E um dia percebi exatamente o que queria fazer. Uma viagem pelo mundo! Uma viagem que me obrigasse a viver com os cinco sentidos e que fosse simultaneamente uma viagem de descoberta interior, uma viagem completamente guiada pelo coração e assente na liberdade. E depois de sentir que queria isso, não havia volta a dar. Restava-me arranjar maneira de torná-lo realidade.

Criei um plano de um ano para juntar dinheiro e planear tudo. Como a vida se alinha quando nós estamos no caminho certo, após eu tomar a decisão de viajar, o meu senhorio morreu e a minha casa foi colocada à venda. Foi o empurrão certo para decidir tornar esta transformação maior e desfazer-me de tudo. Não ter nada torna-nos completamente livres. Vendi os móveis que consegui, vendi o carro, joguei muita muita coisa fora e guardei o que sobrou na casa da minha mãe. Troquei tudo por uma mochila e parti para o Sudeste Asiático no dia 28 de janeiro de 2018 sem data de regresso.

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