Sobre o Saltei do Sofá

O Saltei do Sofá é um projeto online onde são partilhados conteúdos sobre mudar de vida, sair da zona de conforto, viver alinhado com a própria essência e, claro, sobre a minha viagem pelo mundo 😉

O objetivo deste projeto é motivar-te a também tu saíres da tua zona de conforto e descobrires a magia da vida.

significado do nome


Saltar do sofá significa sair da zona de conforto, quebrar com a inércia e agir.

O pretérito perfeito do indicativo do verbo saltar refere-se à minha própria ação quando dei início à minha viagem e ao facto de os testemunhos do podcast serem de pessoas que já saíram da sua zona de conforto e agiram.

E é isso que eu espero provocar em ti. Se ainda não o fizeste, arrisca a sair da tua zona de conforto, “salta do teu sofá”, e faz aquilo que o teu coração te pede.

porque surgiu


O Saltei do Sofá nasceu como um blogue, para ir escrevendo durante a minha viagem sobre aquilo que estava a viver e o que estava a sentir. Uma maneira também de os meus amigos em Portugal irem acompanhando aquilo que eu andava a fazer. Mas acabei por apenas deixar-me viver e pouco escrever sobre isso.

Mas, em agosto de 2018, durante a minha pausa de 2 meses em Bali, decidi dar vida a um projeto que tinha na cabeça desde 2017 e que cada vez fazia mais sentido dentro de mim. Ter um projeto de testemunhos de pessoas que abraçaram uma mudança na sua vida para viverem uma vida conectada com a sua essência e fazerem aquilo que as faz felizes e realizadas.

E a maneira que considerei mais adequada para partilhar estes testemunhos foi através de um podcast de entrevistas. No entanto, quando comecei a desenvolver o mesmo percebi que sentia a necessidade de eu própria partilhar algumas mensagens ou histórias que motivassem as pessoas a saírem da sua zona de conforto e a evoluírem. E, assim, decidi dar vida a um podcast misto com entrevistas e algumas histórias ou reflexões minhas.

Porquê este projeto?

Bem, em primeiro lugar eu sempre adorei ouvir histórias de pessoas que tiveram coragem de seguir o seu coração e arriscar fazer uma grande mudança na vida. Quando oiço algo como “a tipa X trabalhava em consultoria e agora faz bolos” eu vibro. Quanto mais radical for a mudança mais eu admiro e isso inspira-me. Na verdade, eu sou uma feroz adepta da mudança. Acredito que uma mudança traz sempre uma evolução e a promessa de algo melhor.

No entanto, quando eu própria decidi abraçar a minha maior mudança de vida, senti uma grande falta de referências. Encontrava em alguns blogues alguns testemunhos de mulheres que iam viajar sozinhas durante algum tempo, ou casais que estiveram um ano em viagem. Mas nunca encontrei nenhum testemunho de uma mulher que tivesse feito exatamente o mesmo que eu, desapegar-se de tudo e sair pelo mundo.

Depois, além de eu viver com uma grande insatisfação profissional nos últimos anos da minha vida, não conhecia ninguém à minha volta que tivesse satisfeito profissionalmente. E isso sempre me frustrou muito, porque a vida profissional sempre teve um grande peso e impacto na minha vida em geral. Sempre acreditei que se todas as pessoas fizessem aquilo de que gostam o mundo era tão melhor. Mas enquanto eu lutava com esta minha insatisfação e sempre andei à procura de melhorar de forma a sentir-me realizada, olhava à volta e via as outras pessoas insatisfeitas mas super conformadas, sem fazerem absolutamente nada para mudar a situação delas. Confesso que isso sempre mexeu muito comigo. Nunca consegui entender como é que as pessoas conseguiam limitar-se a sobreviver e recusarem-se a viver a magia que está para lá da zona de conforto. Não consigo acreditar que alguém possa ser feliz se não gostar do trabalho que tem, pois é o sítio onde passa pelo menos um terço do seu dia. Se outro terço for a dormir, só sobra um para ser feliz, entre trânsito, tarefas domésticas e afins, não me parece que seja suficiente.

Recentemente, a minha consciência levou-me mais longe e percebi que não é suficiente vivermos um equilíbrio entre vida pessoal e vida profissional. Nós somos um só, a nossa vida é uma só, por isso só faz sentido vivermos em verdadeiro alinhamento entre todas as áreas da nossa vida. E se conseguirmos atingir esse alinhamento, se isso estiver em sintonia com aquilo que realmente somos, com a nossa essência, é impossível não ter uma vida feliz. E se assim for, vamos certamente impactar os outros e o mundo de uma forma positiva. Tal como dinheiro gera dinheiro, a felicidade também gera mais felicidade. Eu acredito nisso.

Nos últimos tempos, com toda a construção de novos valores que tenho vivido, voltei  a sentir uma grande falta de referências na minha vida. Sentia falta de ir beber a pessoas que pensassem como eu, que tivessem um estilo de vida como eu quero construir, que fossem focadas no seu desenvolvimento e bem-estar. Precisava dessa inspiração, precisava sentir que não estava sozinha nesta jornada. E comecei a pesquisar na internet por bloggers que transmitissem essa mensagem, que partilhassem dos mesmo valores que eu. Felizmente, encontrei alguns exemplos que de facto me inspiraram. E tive a certeza que termos em quem nos inspirarmos ajuda muito, sobretudo quando queremos tomar uma decisão mais corajosa, quando queremos sair da nossa zona de conforto.

Por fim, a minha missão.

Em 2017, durante o meu processo de auto-descoberta, descobri que a minha missão era inspirar e ajudar pessoas a evoluírem. Aquilo que me deixa realmente feliz é sentir que consegui ajudar os outros a dar um passo mais além, a arriscarem, a tomarem aquela decisão difícil, a quererem ser mais e melhor, a agirem de acordo com a voz do coração.

E quando comecei a contar à minha volta sobre a minha viagem, senti que esta minha coragem para o fazer tinha algum impacto nas pessoas. Percebi que de facto eu posso ter a capacidade de inspirar os outros a evoluírem, tal como eu fiz. E o saltei do sofá foi um meio que eu encontrei para o fazer. Espero que cumpra o seu propósito.

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